Ribeirão Preto, 21 de setembro de 2017

Região Metropolitana

Não há duvida de que a criação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto trará muitos benefícios para Ribeirão e Região. Entretanto, não precisamos da lei para pensarmos e agirmos metropolitanamente, podemos ser proativos independentemente dela, isso só depende de nós.

Temos que acelerar sim a formalização da nossa Região Metropolitana, mas, enquanto essa formalização não vier, por que não tomarmos algumas providências no sentido concretizar alguns pilares que darão suporte a ela, e que independem de sua formalização?

Defendo que implementemos de imediato alguns desses pilares, e saiamos da discussão ingênua e superficial que temos tido em relação a esta questão. Poderíamos começar com:

1.    Criação de um comitê técnico com representantes das cidades da região, assistido por entidades governamentais e não governamentais voltadas para o desenvolvimento da gestão pública.

O objetivo desse comitê técnico seria:

Estabelecer a Missão, a Visão e o Planejamento estratégico da Região, a partir das vocações locais.

2.    Estabelecer um plano diretor de informatização para a região, cujos sistemas e bancos de dados sejam processados centralizadamente na Coderp, que está preparada para isso.

A Região Metropolitana de Campinas tem o IMA – Informática de Municípios Associados, que faz exatamente isso.

A integração dos sistemas pela Coderp propiciaria a criação das bases de dados fundamentais para o planejamento regional.

Concomitantemente às ações acima, algumas outras questões já poderiam estar sendo tratadas, tais como:

·         Destinação do lixo e de resíduos sólidos;

·         Transporte intermunicipal;

·         Identificação das cadeias produtivas, seus elos fortes e fracos;

·         Negociação dos currículos escolares com as escolas técnicas e universidades de maneira a atender o mercado e propiciar emprego imediato aos formandos;

·         Viabilizar a vinda de cursos, de universidades públicas, nas áreas de engenharia e ciência da computação;

·         Planejamento de um novo Aeroporto Internacional da região para próximas décadas (ou alguém acredita que o Leite Lopes suportará a região por muito tempo?). Existe um estudo feito pelo Daesp com duas alternativas de locais. 

Em resumo, de pouco adiantará a formalização de nossa região como metropolitana se não fizermos a nossa lição de casa.